Brasília A BBM (Bolsa Brasileira de Mercadorias) iniciou ontem suas operações em Brasília e o primeiro negócio realizado foi a venda de mil sacas de milho de um produtor de Goiás. O diretor-executivo da BBM, Edilson Alcântara, disse que a expectativa inicial é de que a bolsa tenha um giro diário de 10 a 15 negócios, o que deverá representar entre R$ 300 mil e R$ 400 mil por dia.
Alcântara explicou que, nesse primeiro momento, a BBM vai operar apenas com produto físico e licitações. Em dezembro, a BBM vai começar a operar com CPR (Cédula do Produto Rural), criando o mercado secundário desse título. A expectativa é de que, no futuro, a BBM tenha um giro diário entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.
A BBM é resultado da união da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) com outras seis bolsas regionais de mercadorias, dos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Uberlândia. A BM&F tem participação majoritária da BBM, detendo 55% do seu patrimônio.
O objetivo da bolsa é o desenvolvimento de um mercado nacional de commodities negociados por sistema eletrônico.
Segundo Alcântara, a vantagem da BBM é que será criado um mercado nacional. Enquanto nas bolsas regionais o produtor negociava apenas com empresas e produtores daquela região, as negociações da BBM terão uma abrangência nacional.
''Deve melhorar o preço dos produtos porque a concorrência será ampliada e os produtos terão um melhor mercado'', afirmou o diretor-executivo da bolsa.
O vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, Ricardo Conceição, disse que, através da BBM será mais fácil a negociação das CPRs.
Hoje, não existe negociação no mercado secundário com a cédula. A CPR é uma forma de financiar o produtor rural, com a garantia do BB. Segundo Conceição, o estoque de CPR é de R$ 1 bilhão e, desde 1994, R$ 2,5 bilhões de operações já foram avalizadas em CPR.

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