Bolsa de Londrina comercializa produto premiado
Produzir café de qualidade é certeza de bons negócios e boa lucratividade. Vinte sacas do café cereja descascado e seis sacas do café natural beneficiadas, premiados no Concurso Qualidade Café 2004, foram comercializadas ontem por valor quase 70% maior do que o praticado no mercado. A venda do produto aconteceu no primeiro leilão da Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina que tinha 20 lotes classificados.
A qualidade do café depende basicamente da forma de cultivar, tratar (adubar), secar e beneficiar. Obedecendo esses critérios o resultado é de um café extramente superior, considerado ''café gourmet''. O preço da saca normal está em média R$ 220. ''Compensa fazer café de qualidade para se obter um preço maior. Isto ficou comprovado no leilão'', observa o presidente da Associação Nacional da Bolsa de Mercadorias, Luiz Roberto Ferrari, que é também presidente da Bolsa de Cereais de Mercadorias de Londrina.
Segundo Ferrari, o valor mínimo da saca do café cereja descascado e do natural era de R$ 415,02. No leilão, o cereja alcançou R$ 435 e o natural foi comercializado por R$ 420. As 26 sacas de café (60 quilos cada) foram arrematadas pelo Café Damasco, somando cerca de R$ 11,2 mil. ''Mais importante do que a quantidade é o preço pago que chegou quase a 70% acima do valor de mercado'', explica Ferrari, acrescentando que para o ano que vem o leilão será eletrônico em todas as bolsas. Segundo ele, o leilão é parte das atividades do Concurso Qualidade Café 2004 realizado na semana passada e que premiou produtores do Paraná. (V.B.)





