Bolsa dá de ombros para política e Ibovepa sobe 1,76%
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quarta-feira, 27 de março de 2019
Nelson Bortolin - Grupo Folha 
Sobe bolsa
Sobe dólar
Ações do setor de commodities lideram ganhos
Depois de cinco quedas consecutivas, com as quais perdeu mais de 6%, o Índice Bovespa teve uma sessão de ganhos firmes nesta terça-feira (26) liderados por ações dos setores de commodities. Fatores como a desistência do ministro Paulo Guedes de comparecer à CCJ da Câmara e a ida do presidente Jair Bolsonaro ao cinema geraram momentos de desconforto, mas acabaram por ser absorvidos ao longo do dia. Ao final do pregão, o Ibovespa marcou 95.306,82 pontos, com alta de 1,76%. A alta da bolsa foi na contramão dos mercados de câmbio e juros, onde as preocupações com a articulação do governo na reforma da Previdência falaram mais alto.
Vale ON sobe 1,47% e CSN ON, 6,31%
As ações da Petrobras foram as estrelas do dia, com ganhos de 4,18% (ON) e de 4,72% (PN). A alta dos preços do petróleo e a expectativa de um desfecho na questão da cessão onerosa impulsionaram as ações. O cenário internacional mais propenso ao risco também favoreceu os papéis de commodities metálicas. Vale ON subiu 1,47% na véspera da divulgação de seu balanço. CSN ON (+6,31%) e Gerdau PN (+2,49%) também se destacaram. Operadores e analistas foram unânimes ao atribuir a alta desta terça a uma recuperação das perdas recentes, em um dia em que o cenário externo se mostrou mais ameno.
Dólar praticamente zera queda no ano]
Depois do alívio do pregão de segunda-feira, o mercado de câmbio voltou a se estressar nesta terça-feira, com as dúvidas em relação ao andamento da reforma da Previdência e a falta do ministro Paulo Guedes à CCJ da Câmara. Afora uma pequena queda logo na abertura dos negócios, o dólar operou em alta na sessão desta terça-feira e, com máxima de R$ 3,87, fechou a R$ 3,8675, avanço de 0,29%%. Com alta de 3,27% em março, em meio à arrancada na semana passada por conta da crise política, o dólar praticamente zerou a queda no ano (-0,21%).
Taxa DI para janeiro de 2023 fecha em 8,24%
A política colocou os juros de médio e longo prazos em trajetória de alta até o fim da sessão regular. Já as taxas curtas oscilaram moderadamente e terminaram perto dos ajustes de segunda-feira, uma vez que a ata do Copom apenas reforçou a percepção de que a Selic deve ficar estável nos próximos meses. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,465%, de 6,450% de segunda no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 terminou na máxima de 7,09%, de 7,021% de segunda no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2023 subiu de 8,172% para 8,24% e a do DI para janeiro de 2025 encerrou em 8,83%, de 8,762%.


