A abertura dos negócios chegou a animar com a Bolsa, subindo mais de 2%. No entanto, o fraco desempenho em Nova York e alguns boatos negativos sobre o Brasil mudaram a orientação do mercado, que fechou em baixa de 1,12%, caindo pelo terceiro pregão consecutivo.
A queda do índice Dow Jones, a segunda em três dias, foi puxada pela baixa das ações da Boeing e da Sears. Ambas anunciaram que terão lucros inferiores ao esperado. A Boeing, além disso, anunciou que demitirá 48 mil funcionários em dois anos (leia na página 3). Suas ações caíram cerca de 17%. Nova York chegou a cair 170 pontos e fechou em baixa de 0,76%. As Bolsas européias também voltaram a cair. Londres fechou com -0,55%.
No Brasil, surgiram alguns boatos durante o dia que ajudaram a deixar o mercado negativo. Desde a terça-feira comentava-se que o pacote do FMI poderia atrasar. Ontem, o novo comentário era que a contabilização das reservas brasileiras estaria errada, ou seja, seriam menores.
O C-bond seguiu a tendência das Bolsas e registrou queda expressiva. No fim do dia era negociado a 64% do valor de face, contra 65,13% no dia anterior.
O mercado de juros manteve-se na calmaria. O BC cortou mais 0,2 pontos no overnight e tomou recursos a 34,0%. Na BM&F, a taxa de um ano (swap) caiu pouco, de 28% para 27,85%. No câmbio é que se concentram as expectativas para dezembro. Todos concordam que o dólar deve ficar pressionado para cima devido ao grande volume de vencimentos de dívida - estimado em torno de US$ 1,6 bilhão. Até as 19h30 de ontem, uma entrada de US$ 70 milhões pelo comercial praticamente anulava US$ 75 milhões de saída pelo flutuante.

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