Bolsa cai e dólar fecha com alta em dia agitado
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terça-feira, 11 de julho de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Demorou mas bateu no mercado o medo dos eventuais desdobramentos das confessas relações entre o ex-presidente do TRT-SP Nicolau dos Santos Neto e o ex-secretário da Presidência da República Eduardo Jorge. Desde que a entrevista com Eduardo Jorge foi publicada no jornal Valor, quinta-feira da semana passada, o mercado vinha relevando este esboço de crise. Ontem, os estrangeiros entraram no jogo da desconfiança, vendendo ações e títulos da dívida externa brasileira. A Bovespa fechou em queda de 3,38%, com volume financeiro de R$ 619 milhões. Petrobras ON levou um tombo de 5,86% e Petrobras PN despencou 5,83%, a segunda e a terceira maiores quedas do índice, respectivamente.
O fator Eduardo Jorge também teve reflexos negativos no mercado de juros, onde as taxas futuras subiram, numa reação contrária a que era de se esperar, dois dias após a queda da Selic de 17,5% para 17%, decidida pelo Banco Central na sexta-feira à noite. O desconforto dos investidores se traduziu em propostas um pouco mais salgadas para o leilão de títulos públicos do Tesouro.
O caso Eduardo Jorge interrompeu ontem a série de baixas na cotação do dólar. Depois de abrir em queda, chegando a atingir a mínima do dia em R$ 1,7910 (-0,22%) durante o período da manhã, o dólar fechou na máxima do dia, em alta de 0,50%, cotado a R$ 1,8040. Na BM&F, os contratos de câmbio futuro fecharam em alta nesta terça-feira (+0,50% no vencimento de agosto e +0,58% no de setembro).


