Bolsa cai com temor de tramitação longa da Previdência
Índice tem sua terceira queda consecutiva
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sexta-feira, 12 de abril de 2019
Índice tem sua terceira queda consecutiva
Agência Estado 
O Índice Bovespa teve nesta quinta-feira (11) sua terceira queda consecutiva, que resultou mais uma vez da falta de confiança no andamento da reforma da Previdência sem grandes percalços. Em terreno negativo desde a abertura, o Índice terminou o dia aos 94.754,70 pontos, com perda de 1,25%. Em três sessões seguidas de baixa, o índice já perdeu 2,69%. Os negócios somaram R$ 11,3 bilhões. Embora o governo siga indicando que busca melhorar sua articulação política, ao mesmo tempo em que anuncia medidas que movimentem o País em diversas esferas, investidores e analistas veem um cenário travado para o mercado de ações.
Dólar sobe 0,86%, para R$ 3,8564
O real foi a moeda com pior desempenho ante o dólar nesta quinta com o aumento da percepção nas mesas de câmbio de que a tramitação da reforma da Previdência pode demorar mais que o esperado e a alta da moeda americana no exterior. Se na quarte-feira declarações da equipe econômica em Nova York ajudaram a melhorar o humor dos investidores, e o dólar caiu a R$ 3,82, nesta quinta os parlamentares azedaram este clima e a moeda subiu 0,86%, para R$ 3,8564. O diretor de tesouraria de um banco destaca que o mercado passou a embutir nos preços a possibilidade de atrasos na CCJ para depois do feriado da Semana Santa.
Juros futuros fecham em alta em dia de mercado cauteloso
Depois de uma quarta-feira em queda, a quinta deu lugar à cautela e as taxas percorreram o dia em alta. O gatilho para a correção foi a ameaça do Centrão, na quarta, de obstruir a sessão para a votação do parecer da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara na semana que vem. A taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2020 fechou a 6,480%, de 6,465% na quarta no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 7,062% para 7,13%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 8,24%, de 8,162% na quarta no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2025 avançou de 8,672% na quarta no ajuste para 8,73%.
Demora na tramitação pode desidratar texto da reforma da Previdência
"O cenário lá fora não está muito bom, com alta dos Treasuries e moedas perdendo valor perante o dólar. Aqui, a alta se intensificou e puxou a curva de juros em função da questão interna", disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho. O estrategista de renda fixa da GS Research, Renan Sujii, lembra que seria um dia, em tese, favorável à sequência do movimento de queda, em função da assinatura do projeto de lei complementar que trata da autonomia do Banco Central. Mas isso ficou em segundo plano. Na visão dos analistas, quanto mais demora o processo nas várias instâncias maior a chance de desidratação do texto da reforma da Previdência.


