Bolsa cai 0,33% e BC corta juros para 35,5%
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quarta-feira, 25 de novembro de 1998
Agência Folha 
A Bolsa de Valores de São Paulo caiu 0,33% ontem, acompanhando a baixa em Nova York, de 0,78%. Depois da forte alta da segunda-feira em Wall Street, de 2,34%, os investidores venderam ações e contabilizaram ganhos. O mercado se ressentiu da crise política e começou as apostas sobre quem serão os substitutos dos que saíram.
Se os ruídos políticos ou as bolsas internacionais não gerarem instabilidade, o mercado pode manter o otimismo. As perspectivas para a economia são positivas no longo prazo, apesar de os juros altos afetarem os resultados das empresas no curto prazo, diz Rodrigo Moraes, do Banco Rendimento.
Também o chamado efeito janeiro pode sustentar a bolsa brasileira nos próximos meses. É em dezembro e janeiro que os administradores de fundos de investimento de longo prazo definem a alocação dos recursos desses fundos internacionais. Podem se decidir pelo mercado brasileiro.
Uma queda sustentada em Nova York poderia afetar negativamente a bolsa. Barton Biggs, analista do Morgan Stanley Dean Witter, acredita que a tendência é de baixa. Os resultados das empresas dos EUA tendem a ser afetados pela crise internacional, diz.
O corte nos juros brasileiros é razão para ânimo dos investidores em bolsa. Ontem, o BC voltou a derrubar os juros do over, o mercado por um dia. Tomou dinheiro emprestado a 35,5% ao ano, contra 36% ontem. Há 11 dias úteis, o BC havia tomado dinheiro emprestado a 42,75%. O BC pode cortar os juros pois a evasão de divisas está contida, pelo menos por enquanto. Ontem, até as 19h30, o fluxo cambial estava positivo em US$ 49 milhões.


