Uma forte alta de 7,79% no pregão de ontem, o último do mês, assegurou à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) um rendimento de 6,89% e a liderança na lista dos investimentos de melhor rentabilidade em outubro. Os fundos DI de 60 dias, com rendimento de 2,32%, vieram em seguida, acompanhados das demais aplicações de renda fixa.
O rendimento de todas elas embutiu ampla margem de ganho real acima da inflação de 0,08% calculada pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM). Ouro e dólar, que ocuparam o topo das aplicações mais rentáveis em setembro, voltaram à condição de lanterninhas. O ouro, que havia avançado 8,25%, desvalorizou-se 1,39%; e o dólar paralelo, que subiu 5,98%, recuou 5,26% no mês.
A súbita reviravolta da Bovespa, que até o dia anterior acumulava desvalorização de 0,83%, traduz a forte instabilidade nos pregões. Pressionado pelas incertezas com a persistente manutenção do déficit cambial, embora em menor volume, em geral entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões ao dia em outubro, o mercado financeiro voltou as expectativas às medidas do pacote fiscal, divulgadas apenas na quarta-feira, e aos entendimentos para um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Um fato que relaxou a tensão que a crise de confiança dos investidores no Brasil espalhou pelo mundo foi a inesperada decisão tomada dia 15 pelo Federal Reserve (Fed) - o banco central dos EUA - de reduzir a taxa básica de juros norte-americana de 5,25% para 5% ao ano. O corte dos juros deu alento à Bolsa de Nova York.

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