Rio de Janeiro - A primeira parcela de US$ 56 milhões foi depositada ontem, mas o governo boliviano adiou a retomada das duas refinarias da Petrobras naquele país devido a dificuldades para contratar apólices de seguro para as instalações. Segundo nota do Ministério dos Hidrocarbonetos da Bolívia, a transferência do controle das unidades para a estatal local YPFB foi adiada até que o impasse seja resolvido. Enquanto isso, a Petrobras continua operando as instalações. ''Uma refinaria não pode funcionar sem seguro. Assumir a propriedade sem isso seria por em grave risco as refinarias. Não podemos ser irresponsáveis'', afirmou, segundo a nota, o ministro dos hidrocarbonetos, Carlos Villegas. Segundo o texto, nenhuma seguradora foi qualificada em licitação promovida para a contratação das apólices. Fontes extra-oficiais apontam, porém, que o setor teme assumir o risco-Bolívia, ampliado depois do processo de nacionalização do mercado de petróleo e gás no país.
A Petrobras confirmou que recebeu o pagamento dos US$ 56 milhões, mas não quis comentar o motivo do adiamento da transferência do controle, prevista para ontem. ''Desconheço as razões, é um problema do lado boliviano. Eles pediram mais tempo para analisar os papéis'', disse o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa.

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