São Paulo - Os empresários e consumidores brasileiros se anteciparam ao Banco Central para promover o início da recuperação da economia brasileira. Essa é a avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) em relação aos dados da produção industrial divulgados ontem pelo IBGE.
  No boletim ‘‘Produção Industrial: Antes tarde do que nunca - a indústria inicia recuperação’’, o instituto destaca o fim da recessão no setor, após um crescimento de 6,9% na produção dos últimos três meses (4,3% somente entre agosto e setembro).
  Para o Iedi, apesar da queda nas taxas de juros na economia real ainda ser ‘‘relativa’ e ‘‘lenta’, empresários e consumidores se anteciparam diante da perspectiva de ‘‘dias melhores’ para a economia brasileira. As reduções nas taxas de juros este ano tiveram início em junho, e levaram a Selic de 26,5% para 19%.
  ‘‘O que mais chama a atenção nos resultados da produção industrial em setembro apurados pelo IBGE é o período de tempo extremamente curto entre o início das reduções da taxa de juros básicas (junho) e os efeitos dessas reduções: apenas três meses’’, diz o boletim divulgado ontem pelo Iedi.
  Segundo o instituto, a queda dos juros demora, normalmente, pelo menos seis meses para provocar mudanças no nível de atividade da economia real. Apesar de considerar que os dados do IBGE significam o fim da recessão, o Iedi diz que a recuperação do nível de emprego e a reativação do mercado interno - prejudicada pela queda da renda - ainda não ocorreu.
  ‘‘A recuperação da indústria vem tarde porque foi retardado o início da queda da taxa de juros. O começo da recuperação industrial poderia ter sido em julho. Nessa hipótese, estaríamos comemorando não o fim da recessão, mas a continuidade de um processo de recuperação do emprego e reativação do mercado interno, que até agora ainda não ocorreu.’’

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