O preço do boi caiu ontem à tarde para R$ 39,00 no Paraná (pagamento em 30 dias para descontar o Funrural) e o mercado deve entrar, agora, numa fase de ‘‘afrouxamento’’, segundo informou o presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado do Paraná (Sindicarne/PR), Péricles Salazar. Pela manhã, boletim do Deral cotou o boi gordo com variação entre R$ 39,00/40,00 (em Apucarana) e R$ 40,00, em Jacarezinho.
As vendas no varejo caíram, segundo dados do Sindicarne/PR. O mercado manterá esse ritmo até março/abril do próximo ano. Vários fatores contribuem para esse comportamento: férias, deslocamento de consumo para outras carnes como aves especiais, até o final do ano, e peixes no período de temporada. As cotações do boi tendem a diminuir, resume Salazar.
Outra informação que concorre para o aumento da oferta de boi gordo é que, a qualquer momento, entram no Paraná a carne com osso e o boi em pé procedentes do Mato Grosso do Sul. Para isto basta que o Ministério da Agricultura declare o Mato Grosso como ‘‘área livre de febre aftosa com vacinação’’, após exames sorológicos em andamento.
Com o restabelecimento do trânsito de gado e carne, atualmente suspenso como medida preventiva (porque o Paraná é zona livre de aftosa), fica restabelecida também a ‘‘liberdade competitiva’’, comenta Péricles Salazar. Isto deve ocorrer ainda neste mês de dezembro. E em maio a Organização de Epizootias deve reconhecer o parecer do Ministério da Agricultura.
O mercado ficou deformado com a ausência do Mato Grosso do Sul como fornecedor, segundo o presidente-executivo do Sindicarnes, Péricles Salazar. ‘‘Com reentrada do MS, a comercialização e a competitividade na carne voltam a ser como eram antes e também os reajustes passam a ser feitos em patamares históricos’’, afirma.
O início da sorologia no rebanho de Mato Grosso do Sul - a exemplo do que foi feito no Paraná ano passado -, e o consequente reconhecimento de área livre de febre aftosa com vacinação, foram assuntos da reunião do Grupo de Trabalho do Circuito Pecuário Centro-Oeste, dias atrás em Belo Horizonte.
Continua proibida a entrada no Paraná de gado de reposição (bois magros e bezerros). A liberação só ocorrerá após decisão da Organização Internacional de Epizootias, referendando declaração de zona livre de aftosa feita pelo Ministério da Agricultura.

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