Boiadeira pode ter asfalto mais barato em 42 km
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2001
Sid Sauer De Campo Mourão 
O tipo de pavimentação da Estrada Boiadeira (BR-487), entre Campo Mourão e Cruzeiro do Oeste, pode ser alterado no trecho de 42 quilômetros que ainda não está pronto. Pelo menos essa é a vontade de uma das empreiteiras da obra. A Construtora CBMI já pediu ao Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) a substituição da pavimentação em solo cimento por brita graduada. O órgão está analisando o pedido e deverá dar a resposta em um mês.
Segundo o chefe do DNER em Campo Mourão, Marcelo Gasino, a mudança não compromete a qualidade do asfalto. A empreiteira justifica que o tipo de pavimentação previsto em contrato ficou inviável devido ao aumento de mais de 100% nos preços do cimento a partir de 1998, quando os contratos foram assinados. A construtora considera mais viável trabalhar com brita graduada, apesar do transporte da brita, que terá que ser feito a partir de Campo Mourão.
A Estrada Boiadeira, aberta no início do século passado, começou a ser pavimentada em 1986, mas teve diversas paralisações por falta de recursos. A rodovia é considerada importante porque liga o Noroeste do Estado e o Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá. Para este ano, o Orçamento da União prevê mais R$ 31 milhões para a obra.
O governo federal liberou no mês passado R$ 3,55 milhões para serem aplicados no trecho que vai do km 33 da rodovia até Tuneiras do Oeste. Apesar do dinheiro liberado, as obras só recomeçarão nesse trecho depois da definição do tipo de pavimentação. Se a obra for reiniciada em março, até o final do ano poderá ser concluído o trecho de 19,5 km até Tuneiras.


