São Paulo - O mercado ‘‘comprou’’ a melhora de José Serra na pesquisa DataFolha que será divulgada neste final de semana e o dólar caiu, após cinco altas seguidas. Fortes rumores sobre suposta reação de três a quatro pontos do candidato do PSDB-PMDB, José Serra, e queda do candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes, deram ânimo novo aos players. Muitos deles têm esperança de que o candidato governista poderá recuperar posição com o início da propaganda eleitoral gratuita, na terça-feira.
  No fechamento, o dólar comercial foi cotado a R$ 3,125, em baixa de 2,65%, mesmo sem atuação do Banco Central. O resultado elevou a queda acumulada pela moeda americana frente o real neste mês a 9,94%. No ano, o ganho do ‘‘pronto’’ ainda é de 34,93%.
  Segundo operadores, houve ligeiro aumento da oferta de moeda no mercado à vista mas, como a liquidez e a demanda estavam fracos, as cotações ficaram em baixa desde a abertura. O comercial oscilou 1,92%, entre a mínima de R$ 3,12 (-2,80%) e a máxima de R$ 3,18 (-0,94%).
  Também foi bem recebida pelo mercado a confirmação pelo presidente do BNDES, Eleazar de Carvalho, de que a partir da próxima semana estarão disponíveis cerca de US$ 640 milhões (R$ 2 bilhões) provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador para financiamento às exportações. Mas essa notícia praticamente não afetou o dólar, porque já era esperada.
  Nesse cenário de relativo otimismo, o Banco Central (BC) nem precisou vender dólares. O mercado de títulos da dívida também teve um dia positivo: o C-Bond, o papel brasileiro mais negociado, subiu 3,04%, negociado a 55,125% do valor de face, o que colaborou para o recuo de 4% do risco País, de 2.177 para 2.091 pontos.

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