Boatos retornam
ao mercado e bolsas
fecham em queda
Agência Estado
Uma onda de instabilidade voltou a varrer o mercado financeiro ontem, provocando queda das Bolsas de Valores e elevação dos juros e do dólar negociados em contratos futuros movimentados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A Bolsa de Valores de São Paulo iniciou o pregão em alta, dando continuidade à tendência do dia anterior, e alcançou uma valorização de 1,35%, que não se sustentou. Especulações de que o resultado de nova rodada de pesquisa eleitoral, desta vez do Ibope, indicaria queda de Fernando Henrique Cardoso e crescimento de Luís Inácio Lula de Silva provocaram imediata inversão de tendência das ações.
A Bolsa de São Paulo chegou ao fim do pregão com desvalorização de 2,91%, neutralizando boa parte da alta do dia anterior e anulando praticamente a rentabilidade acumulada no mês até a véspera. Em três pregões da semana, a Bolsa paulista apura discreta alta de 0,09%, que é também a do mês, até agora.
Provocou mal-estar nas Bolsas também, segundo operadores, a decisão da Terceira Vara da Justiça Federal, em Brasília, de conceder liminar a uma ação que exige o fechamento dos data-roons do sistema Telebrás. A decisão indica mais uma dificuldade para a venda dessa estatal, considerada a grande privatização do ano, cujos recursos poderiam aliviar a pressão do déficit público em contínua expansão.
A instabilidade no mercado financeiro continua dando trabalho ao BC, que anunciou aos bancos nova operação de negócio a termo de dinheiro. Desta vez, está ofertando recursos ao mercado, de hoje a 20 de agosto, cobrando 22% ao ano, taxa idêntica à da operação fechada na terça.

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