As bolsas de valores não se sensibilizaram com a queda dos juros promovida pelo Copom na quarta-feira. Prevaleceu mais um dia de boataria sobre um assunto que não prometia desdobramentos sérios no início da semana: a suposta conta dos tucanos nas Ilhas Cayman e o grampo no BNDES.
Rumores de que uma revista semanal trará entrevista com um ex-presidente contendo novas revelações do caso encontraram terreno fértil nos pregões domésticos. Na ausência do anúncio do acordo com o FMI, que deve sair hoje ou na próxima semana, a especulação rolou solta.
Este clima instável levou o Ibovespa a despencar 3,76%, com volume financeiro de R$ 551 milhões. O recibo de Telebrás PN recuou a R$ 93,50, com forte desvalorização de 3,81%. Na BM&F, o índice futuro levou um tombo de 3,42%. Em Nova York, o Dow Jones pouco ajudou e exibiu tímida alta entre 10 e 15 pontos durante boa parte da tarde. A Bolsa do Rio fechou em queda de 3,85%.
Um dia após a redução da Tban de 49,75% para 42,25%, o Banco Central baixou o juro over-Selic para 39,5%, dos 42,75% que eram mantidos desde o último dia 4. A sinalização foi dada pelo BC por meio de quatro intervenções ontem no mercado à vista. Ontem, as instituições financeiras encerraram os negócios com duas hipóteses para hoje: ou o BC vai tomar recursos a 39% - portanto, 0,5 ponto porcentual abaixo da taxa de ontem - ou o fará a uma taxa abaixo disso - quebrando a idéia de uma escadinha diária de redução em 0,5 ponto.

mockup