Boas notícias da Rússia e Japão reabilitam bolsas
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terça-feira, 14 de julho de 1998
Agência Estado 
As notícias positivas vindas da Rússia e do Japão durante o final de semana parecem ter dado realmente um novo fôlego ao mercado de ações brasileiro. Ontem, a apreensão deu lugar a um clima de otimismo nas mesas de operação, que há tempos não se via. Alguns operadores afirmaram ter notado algumas ordens de compra por parte de investidores estrangeiros finais. Foram movimentados durante o pregão paulista R$ 689 milhões, praticamente o dobro do volume de ontem. A Bolsa de São Paulo teve alta de 2,13%. No Rio, a alta foi de 2,37% e o volume financeiro de R$ 15,026 milhões.
Há quem diga que a euforia é exagerada. De qualquer forma, há tempos se esperava condições favoráveis como as atuais para comprar ações, depreciadas com as sucessivas crises internacionais. Ontem, o que reforçou a melhora do mercado doméstico foi a alta do Dow Jones. O índice bateu recorde de pontuação, com alta de 149 pontos.
A puxada de Wall Street se deve aos bons resultados de empresas divulgados ontem, como GM e JP Morgan, que surpreenderam muitos analistas. Havia temor de que a economia americana entrasse em uma fase de desaceleração, o que poderia derrubar a bolsa de Nova York e impedir os papéis emergentes de subir. Com o lucro das empresas, esse temor pode ter sido superado. O novo ânimo atingiu todos os mercados brasileiros.
Mas ainda há riscos. No caso da Rússia, sabe-se que o governo necessita de US$ 22 bilhões até setembro deste ano, quando o FMI deverá ter liberado apenas US$ 15 bilhões. No Japão, falta a definição do novo primeiro-ministro.


