Curitiba - A indústria paranaense teve um crescimento médio de 10,1% no ano de 2004, se comparado ao ano anterior. Este foi o sexto maior crescimento estadual verificado na indústria brasileira, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média paranaense ficou acima da nacional, que fechou o ano de 2004 com crescimento de 8,3%. Os veículos automotores foram os que mais influenciaram a alta na taxa industrial paranaense, com índice de crescimento de 50,6% ocasionado principalmente pela produção de caminhões e de automóveis.
Também influenciaram o crescimento os índices das indústrias de edição e impressão (aumento de 39,7% impulsionado pelos livros e pelos impressos didáticos), máquinas e equipamentos (21,4% influenciado principalmente pela fabricação de celulose), alimentos (4,9% por conta da venda do café solúvel) e madeira (16,7% influenciado principalmente pela produção de painel de madeira).
As indústrias de refino de petróleo e produção de álcool tiveram queda de 11,9% em 2004 por conta da menor produção de óleo diesel; e de adubos e fertilizantes teve queda de 10,5%. Nos últimos 12 meses, o crescimento paranaense também foi de 10,1% e na média mensal (dezembro 2004, dezembro 2003) foi de 14,8%. O desempenho da indústria paranaense no último trimestre do ano passado fechou com aumento de 12,4%, resultado ligeiramente abaixo ao do período julho-setembro (13,2%). O crescimento da indústria paranaense em 2003 (um ano antes) foi de 5,7%.
Na comparação entre dezembro de 2004 e dezembro de 2003, a indústria paranaense cresceu 14,8%. O índice foi o quinto melhor do Brasil, perdendo apenas para Goiás (23%), Ceará (18,6%), Santa Catarina (15,1%) e Amazonas (14,9%).
Os empresários do setor industrial paranaense estão otimistas e acreditam que o ano de 2005 será ainda melhor. Dados recentes do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) apontaram que 85,31% dos 360 empresários ouvidos estão otimistas. ''Os empresários são otimistas por natureza, apesar das adversidades da elevada tributação e da macroeconomia'', afirmou o vice-presidente e superintendente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Arthur Carlos Peralta Neto. Mais da metade dos industriais ouvidos (54,72%) projetam novos investimentos em negócios para 2005, principalmente com recursos próprios.

mockup