Boa hora para adquirir material escolar
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sábado, 19 de janeiro de 2013
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Quem ainda não comprou o material escolar dos filhos deve se apressar e ir às compras ainda este mês. O coordenador executivo do Procon Londrina, Rodrigo Brum Silva, alerta que, em janeiro, o consumidor poderá ainda encontrar os produtos com preços de dezembro. Caso deixe para fevereiro, o cliente fechará a compra com preços de janeiro, quando as fábricas, vendo a proximidade do início das aulas, aumentam os valores em cerca de 10% a 30%, completa Silva.
Lojistas também alertam para a falta de opções no estoque com a proximidade da data. "Agora ainda temos todos os itens, mas se deixar para a última hora pode não ter algumas opções", avisa Suzana Loureiro, gerente da Mega Feira Escolar. Outras dicas, como pesquisar preços, de estabelecimento em estabelecimento, sempre são bem-vindas para fazer economia.
Nas papelarias, já é possível notar grande movimentação, mesmo que o maior volume de vendas seja esperado pelos lojistas no início de fevereiro. A estudante Vanessa Estevam Dalbem estava pesquisando preços da lista de material do irmão e afirmou que os preços estavam oscilando. Quando encontrar os melhores preços, pretende comprar à vista para conseguir algum desconto.
Já a enfermeira Luciana dos Santos quer comprar o material das duas filhas de uma vez, em um único estabelecimento - "para facilitar", diz. A compra, que costuma ficar em torno dos R$ 450, é parcelada no cartão "para dar um respiro" depois dos gastos de fim de ano. "O que elas escolhem é sempre mais caro. Elas pedem caderno com desenho, e a gente acaba comprando porque elas estudam direitinho."
A telefonista Ieda Inês também acaba cedendo aos desejos da filha e colocando no cesto produtos de personagens, mesmo que sejam mais caros. "Se a gente fosse escolher, sairia muito mais barato." Segundo ela, os preços ficaram ainda mais salgados este ano. "Ano passado estava bem mais em conta." No fim, ela acredita que deverá desembolsar mais de R$ 150 com o material para a filha.
Apesar da lista de extensa de material em mãos, a psicanalista Stella Derdel diz acreditar que deixar os filhos livres para escolher o seu material valoriza a volta às aulas. Afinal, tem muito estudante por aí que não gosta muito do retorno à sala de aula. "Acho que eles gostam de esperar pelo primeiro dia de aula para usufruir do material."
Segundo Leide Salles, gerente da Bom Livro, a lista de material pode ficar tanto em R$ 200 quanto em R$ 800 dependendo da escola em que a criança estuda. Nas escolas públicas, geralmente a lista sai mais em conta em torno dos R$ 40, R$ 60, afirma Suzana Loureiro, gerente da Mega Feira Escolar. Mas o preço também depende da marca e da qualidade do material escolhido. Uma caixa de lápis de cor, por exemplo, pode custar tanto R$ 1,99 quanto R$ 10,99. "Depende da opção do pai. Geralmente quando traz o filho também acaba gastando mais", brinca a gerente.
Para fazer economia, reutilizar o material do ano anterior é uma dica. "No final do ano as escolas são obrigadas a fazer a devolução do material que não foi utilizado durante o ano", lembra o coordenador do Procon Londrina.
De olho na lista
Conforme as orientações do Procon Londrina, os pais também precisam ficar atentos à lista de material escolar dos filhos, que deve ser compatível com o período que a criança estuda, ou seja, integral ou parcial. "Desconfie de listas muito grandes", alerta o órgão.
Materiais de uso comum ou coletivo, tais como de higiene e limpeza, não podem ser exigidos pela escola. Podem constar na lista apenas itens de uso pessoal, como lápis e caderno. A escola também não pode pedir material escolar de determinada fábrica ou estabelecimento. Caso note alguma irregularidade, os pais devem denunciar ao Procon.



