O momento de viajar para o exterior é agora. Com a estabilidade do dólar e a consequente valorização do real e a oferta bastante aquecida, os preços de passagens aéreas experimentaram queda de até 23% no início do ano. No comparativo com o primeiro quadrimestre de 2010, os valores dos voos internacionais tiveram redução de 15% a 20%. Quem quer fazer um pouco de economia, no entanto, deve se antecipar à temporada de férias, que tradicionalmente eleva os valores dos bilhetes.
Levantamento feito pela Decolar.com, agência de viagens com grande abrangência na América Latina, mostra que o preço médio das passagens aéreas para os destinos internacionais preferidos dos brasileiros estão mais em conta nos primeiros meses deste ano ante os praticados no ano passado. O ticket médio das tarifas praticadas para Lisboa, por exemplo, teve redução de aproximadamente 10% no comparativo com 2010. No quadrimestre, o valor ficou em R$ 1.480 contra R$ 1.648. A maior queda foi verificada nas viagens a Paris (23%), que caiu de R$ 1.665 do ano passado para R$ 1.285 neste ano.
Viajar para Nova Iorque, outro destino no exterior muito procurado, ficou 14,49% mais barato, com ticket médio de R$ 1.498 em 2011 ante R$ 1.752 em 2010. A economia foi de 16% no ticket médio das tarifas para brasileiros que foram a Miami. O preço saiu de R$ 1.564 para R$ 1.312 nos primeiros meses do ano. Os dois destinos na América foram os preferidos neste ano, superados apenas por Buenos Aires. Mas viajar para a capital argentina ficou 19% mais caro neste ano em relação à 2010.
De acordo com o diretor geral da Decolar.com, Alípio Camanzano, além da estabilidade do dólar e da abundância de ofertas, outros fatores influenciaram na queda do preço das passagens aéreas, como o aquecimento da economia e do poder de compra relacionado, inclusive, à ascensão das classes C e D. ''Essas classes começaram a viajar de avião e a fazer pequenos passeios internacionais para Buenos Aires, Punta del Este, Santiago e algumas capitais do Norte da Argentina, por exemplo'', relata. ''A quantidade de passagens com classe executiva é praticamente o dobro do ano passado'', acrescenta.
Além disso, o cenário da aviação, que antigamente era impactado somente por São Paulo e Rio de Janeiro, está crescendo para outros Estados. Segundo Manzano, a previsão para os próximos anos é que entre 30 e 40 aeroportos passem a oferecer voos internacionais. ''Em breve, quase todas as capitais brasileiras deverão dispor desse serviço'', prevê.

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