O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aproveitará o processo de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para vender a parte de ações que possui na estatal paranaense. A informação foi dada ontem pela assessoria de imprensa do banco, que confirmou as declarações feitas pelo diretor do BNDES, Eleazar de Carvalho Filho, ao jornal ‘‘Valor Econômico’’.
O lote do BNDES Participações na Copel é de 24,41% do capital total. Deste percentual, 26,41% são ações ordinárias que dão direito a voto. O restante, ou seja, 22,1% são preferenciais. Os papéis seriam vendidos junto com os 31,1% do controle acionário que está nas mãos do governo do Estado. Essa informação já havia sido feita pelo BNDES na época em que o governo do Estado deflagrou o processo de privatização da Copel, no início deste ano.
O BNDES é o banco que está à frente da condução do processo de desestatização do governo federal. Foi o BNDES que financiou boa parte das empresas estrangeiras que disputaram e compraram as companhias de telefonia do Sistema Telebrás. A privatização do setor elétrico não contará com financiamento, porque, segundo o banco, não há necessidade, pois as empresas podem caminhar pelas próprias pernas.
A declaração dada pelo diretor do BNDES ao jornal ‘‘Valor Econômico’’ é de que o governo do Paraná poderá exercer o direito de compra das ações em poder do BNDES. Mas o governo paranaense não tem intenção em adquirir mais ações da Copel. A intenção é se desfazer das que possui. Há um acordo firmado entre governo do Estado e BNDES que permite a compra das ações pelo Estado ou a venda das ações junto com o Estado.
Ainda não há data correta para o leilão de venda da Copel. Mas o governo do Estado trabalha com a hipótese de privatizar a empresa em outubro deste ano. O processo de avaliação da empresa e definição do preço será feito a partir de abril, quando serão escolhidas as empresas advisers. A expectativa do governo é vender a Copel a partir de um valor mínimo em torno de R$ 5 bilhões.

mockup