BNDES vai financiar 50% do valor
Os grupos Inepar e Rede vão recorrer ao financiamento de 50% do preço mínimo pago pela empresa paraense, oferecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos vencedores da operação. A informação foi dada pelo presidente do grupo paulista Rede, Jorge Queiroz de Moraes Júnior. Além dos R$ 450,2 milhões pagos pela empresa, o consórcio Rede-Inepar também está assumindo R$ 180 milhões em dívidas da Celpa.
Especificamente no caso do grupo Rede, dono de várias empresas de eletricidade no interior de São Paulo e também da Centrais Elétricas do Mato Grosso (Cemat) e da Companhia de Energia Elétrica do Estado de Tocantins (Celtins), o faturamento anual com venda de energia passará a ser de R$ 1,1 bilhão, graças à aquisição feita ontem.
Seu mercado também dará um grande salto: de 1,1 milhão de consumidores irá para quase 2 milhões, com a incorporação dos 800 mil consumidores da Celpa. A empresa paraense, segundo seu presidente, Nelson Malízia Alves, fatura R$ 400 milhões por ano e tem patrimônio líquido de R$ 500 milhões.
Segundo Queiroz, o mesmo consórcio vitorioso ontem - que já havia arrematado a Cemat - deverá disputar também as concessionárias de energia elétrica de Rondônia e do Acre, cujos leilões estão previstos para 1999. A composição acionária do consórcio deverá ser a mesma adotada na compra da Cemat e da Celpa: o Rede fica com 65% das ações adquiridas e o Inepar, com 35%.
O presidente da Inepar Energia, do grupo paranaense Inepar, Rodolfo Andriani, informou que o grupo recebeu três convites para participar do leilão da Gerasul. Os convites partiram de grupos internacionais (um europeu e dois norte-americanos), mas dificilmente a Inepar vai aceitá-los, adiantou. Como explicou, o Inepar somente poderia ter uma pequena participação nestes consórcios, o que não lhe convém. Dispor de somente um pequeno poder de decisão não nos interessa, disse.





