BNDES sustenta que não houve desaceleração
Para o BNDES, gestor do Programa Nacional de Desestatização (PND), não houve uma paralisação no processo de venda das estatais. O banco, que não aceita as críticas sobre uma suposta desaceleração nas privatizações desde o final de 98, afirma que houve apenas uma ampliação da base das discussões regulamentórias e a entrada de mais agentes nesta discussão o que torna os prazos para a chegada ao final do processo, os leilões de venda, mais extensos.
As pessoas vêem apenas os leilões, mas antes deles há um intenso processo para que a venda saia da melhor maneira possível, comenta a superintendente de Privatizações do BNDES, Estela Palombo, ressaltando que os trabalhos do banco voltados para as privatizações andam em paralelo com as discussões regulamentórias setoriais ou seja, não precisam parar por conta dessas discussões. Pelo contrário, temos consultores do BNDES trabalhando intensamente nas vendas de Furnas, Chesf, Eletronorte, IRB, além de outros.
No caso das geradoras federais, são discussões mais complexas, que envolvem muito mais empresas, mais Estados, completa a executiva, lembrando que há discussões políticas e politiqueiras nesse bojo, mas também discussões seríssimas que, se não equacionadas, poderiam trazer problemas num momento posterior às vendas.
Ela acredita que o cenário de não necessidade de recursos para o Tesouro, bem diferente do ambiente das primeiras privatizações do programa, é um dos principais fatores que possibilitam hoje a ampliação dessas discussões regulamentórias. Nós só temos a oportunidade de discutir mais complexamente essas questões hoje porque o problema de caixa foi reduzido com a venda daquelas estatais, afirma Palombo. Um lado positivo disso, explica ela, está no aumento das exigências para os novos controladores em benefício dos consumidores. (A.E.)





