O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), José Pio Borges, disse ontem, em reunião com uma comissão de representantes da rede Mappin-Mesbla e parlamentares, que o banco poderia financiar em até 80% o futuro comprador da empresa. O financiamento seria possível, desde que a operação fosse intermediada por uma instituição financeira com experiência em reestruturar empresas da rede mercantil.
Segundo Borges, o BNDES não tem por norma liberar recurso direto para capital de giro para compra de estoque, como pediu a comissão. ‘‘Esse tipo de financiamento direto não faz parte das linhas de financiamento do banco’’, afirmou.
Ele acrescentou que a liberação da parcela de R$ 17 milhões, que, com a participação de outras instituições, totalizariam o empréstimo de R$ 102 milhões necessários para reposição do estoque da empresa, também só poderia ser realizada por agentes financeiros.
O presidente da comissão de funcionários, Abramo Nicola Battilana, avaliou como positiva a proposta de Borges, mas a considerou uma solução a longo prazo. ‘‘Precismos de capital de giro para a reposição do estoque’’, disse Battilana.
Segundo ele, a liberação dos R$ 17 milhões pelo BNDES seria uma ajuda para que cinco credores da rede - GE Capital, Bradesco, Banco do Brasil, Fundação Centrus e Funcef - financiassem outros R$ 17 milhões cada um, chegando aos R$ 102 milhões.

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