Rio de Janeiro - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou, no primeiro semestre, o maior lucro para o período já obtido em sua história: R$ 5,3 bilhões. O resultado mostra expansão de 47,8% em relação ao lucro observado em igual período de 2010, que foi R$ 3,6 bilhões.
O resultado foi anunciado ontem pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Recuperações de crédito e rentabilidade com o retorno de financiamentos explicam o resultado. ''O desempenho e a rentabilidade são muito positivos e se revertem em favor da população brasileira e do Tesouro Nacional'', disse Coutinho.
Também foi divulgado o desempenho da instituição no semestre. Os recursos desembolsados pelo BNDES no período somaram R$ 55,8 bilhões, revelando redução de 6% em comparação a igual período do ano passado. Segundo os dados, nos 12 meses findos em junho, os desembolsos do banco experimentaram queda de 9%, alcançando R$ 139,9 bilhões.
Coutinho disse que, no entanto, não está preocupado com os resultados. ''Essas restrições não preocupam, porque isso não significa uma tendência'', declarou. A previsão é que o BNDES encerre 2011 com liberações semelhantes às do ano passado (R$ 143,7 bilhões). O valor não considera os cerca de R$ 25 bilhões aplicados no processo de capitalização da Petrobras. A expectativa é atingir entre R$ 145 bilhões e R$ 147 bilhões, até dezembro.
Coutinho ressaltou que a carteira de projetos em infraestrutura deverá continuar demandando muitos investimentos. Ele citou, por exemplo, a área de petróleo e gás, que se encontra em crescimento e apresenta grande número de projetos ativos. O superintendente da Área de Infraestrutura, Nelson Siffert, informou que existem, em carteira, 260 projetos em fase de desembolso, contra 65, em 2003.
Entre os desembolsos, o destaque ficou com as micro, pequenas e médias empresas. Os desembolsos para esse segmento da economia, no primeiro semestre, atingiram R$ 23,2 bilhões, representando 42% do total, contra uma participação de 32%, em 2010. E o número de transações de crédito efetuadas para as MPEs cresceu 45% em comparação ao primeiro semestre do ano passado, somando 364,2 mil operações.
A área de infraestrutura recebeu R$ 21,6 bilhões no primeiro semestre. Para a indústria, foram liberados R$ 18,7 bilhões, enquanto o setor agropecuário recebeu R$ 4,9 bilhões e o de comércio e serviços ficou com R$ 10,4 bilhões.

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