BNDES reduz para 12% ao ano juros do Modermaq
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quarta-feira, 23 de agosto de 2006
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) baixou de 13,95% para até 12% ao ano a taxa de juros final dos financiamentos do programa Modermaq, para aquisição de máquinas e equipamentos de fabricação nacional. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do banco, Demian Fiocca.
A taxa fixa para o financiamento, que tem prazo de cinco anos, ficará entre 9,5% e 12% dependendo da remuneração (spread) cobrada pelo agente financeiro que faz a intermediação dos repasses.
O banco está lançando também a opção de taxa variável para o Modermaq, seguindo a oscilação da Taxa de Juros de Longo Prazo durante o prazo do financiamento. Atualmente, a TJLP (usada como indexador dos empréstimos do banco) está em 7,5% ao ano. Os tomadores que optarem por esta alternativa terão de pagar ainda o spread do agente repassador (entre 1% e 3,5% ao ano) e o spread do BNDES, de 0,5%. A soma ficará entre 9% e 11,5% ao ano, com a TJLP atual.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Newton de Mello, aprovou a redução de juros no Modermaq, lançado em 2004 com juros de 15% ao ano. ''Estamos chegando a taxas civilizadas de juros para investimento produtivo. É mais um elemento para a sobrevivência da indústria nacional de máquinas'', disse.
Seus elogios às mudanças feitas pelo BNDES, porém, ficaram restritos à linha com taxa fixa. ''Não sabemos avaliar o impacto dessa nova linha de taxa de juros variável'', afirmou.
Demian Fiocca explicou que a redução da taxa fixa do programa foi possível porque o banco está assumindo o risco de alta da TJLP quando a taxa passar de 10% ao ano. Antes, este risco era do Tesouro Nacional. Em troca, o BNDES repassava ao Tesouro a diferença entre a TJLP e os 10% quando a TJLP ficava abaixo desse patamar, como está agora.
Com o fim do acordo com o Tesouro Nacional, o BNDES fica liberado também de cobrar pelo menos 10% ao ano pela sua parte no Modermaq sem contar o spread do agente financeiro. O limite máximo desse spread do agente também foi reduzido: ia até 3,95% e passou para 3,5%. ''O cenário está favorável à queda de juros e da TJLP'', disse Fiocca.


