Os financiamentos de capital de giro para exportações sem compromisso de acréscimo de vendas ao exterior a partir deste mês só serão dados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a pequenas e médias empresas, ou seja, as que têm faturamento até US$ 20 milhões por ano.
O diretor das Áreas Internacional e Financeira da instituição, Isac Zagury, explicou que isso não significa que o BNDES está deixando de apoiar as exportações de grandes empresas. Ele esclareceu que o banco percebeu que as grandes empresas têm acesso no mercado através de adiantamentos de contratos de câmbio (ACCs), a financiamentos para capital de giro.
Como os ACCs têm prazo máximo de um ano, o BNDES irá excepcionalizar os casos de grandes empresas em setores de ciclo de produção longo que precisem de financiamento por mais de um ano antes do embarque e só em casos em que haja, conjuntamente, uma operação de financiamento ao importador.
Zagury admitiu que, no ano passado, o BNDES Exim deu vários financiamentos de capital de giro a grandes empresas sem que isso tenha gerado um ganho para o País por aumento às exportações. Por isso o banco reviu suas prioridades em relação ao comércio exterior e para aplicar os cerca de R$ 6,5 bilhões do orçamento para isso em 2001.
O BNDES decidiu dar prioridade aos financiamentos de importadores de produtos brasileiros, em seguida aos de capital de giro com compromisso de aumento de exportação e, em terceiro lugar, aos financiamentos de capital de giro para exportações de pequenas e médias empresas.
A instituição pretende aumentar a participação do financiamento aos importadores de produtos brasileiros na carteira do BNDES Exim de 70%, como foi no ano passado, para 85%.
Em relação à segunda modalidade de financiamento prioritário de exportações, o BNDES está estudando a ampliação do prazo para o de aumento de exportação para que ele seja plurianual.

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