Apesar da euforia do governo paulista com o ágio de 70% na venda da CPFL e da estimativa do secretário estadual de Energia, David Zylbersztajn, de que o preço das tarifas de energia poderá cair daqui a cinco anos, quando o setor estiver vivendo um ambiente competitivo, alguns analistas do mercado ainda se mostravam reticentes quanto ao sucesso do leilão.
‘‘Foi um leilão de farol baixo’’, afirmou um corretor. ‘‘O ágio esperado pelo mercado, de 40%, foi oferecido por uma empresa estrangeira (Brascan/Light), o que nos leva a crer que o governo tenha negociado algumas compensações ao grupo brasileiro (VBC) para apresentar uma proposta boa e levar a CPFL.’’
Essa compensação seria uma polpuda linha de crédito do BNDES, de mais de R$ 1 bilhão, para o consórcio VBC tocar seus negócios energéticos. ‘‘Essa hipótese faz sentido, pois o governo tinha de demonstrar segurança em seu programa de privatizações’’, afirmou outro operador.

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