RIO - Nada de políticas setoriais. Esta linha, adotada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) nos últimos anos, vai ser mantida, apesar do estudo feito pelo Ministério da Indústria, Comércio e Turismo (MICT) com propostas de ações específicas para beneficiar 15 setores industriais. O estudo está sendo visto como um esboço de política industrial para o País. E esta última é uma expressão praticamente vetada no BNDES, única fonte de recursos de longo prazo no Brasil.
Técnicos asseguram que o banco deixou na década de 80 o papel de salvador de empresas ou de setores. O jogo agora, diz um deles, é o da política de investimentos e de competitividade para todo o setor produtivo, incluindo serviços, comércio e agropecuária.
Na expressão de um deles, o dinheiro do BNDES vai para onde for a possibilidade de aumentar a taxa de investimentos na economia brasileira e a competitividade das empresas frente aos concorrentes estrangeiros, seja no mercado externo, seja no doméstico. Fazer isso indistintamente dentro de cada setor seria uma volta ao passado da instituição, que já foi considerada hospital de empresas, dizem os técnicos.

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