BNDES mira pequenas e médias empresas
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sexta-feira, 01 de abril de 2011
Evandro Fadel<br>Agência Estado 
Curitiba - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem, em Curitiba, que o banco de fomento tem procurado expandir o financiamento para pequenas empresas, ao mesmo tempo em que busca estimular qualificá-las por meio da inovação. É claro que o BNDES continua sendo o banco que apoia os grandes projetos de infraestrutura, apoia e tem que apoiar os grandes projetos das grandes empresas, mas nós não estamos esquecendo, ao contrário dedicamos uma energia enorme para as pequenas, acentuou.
Coutinho esteve em Curitiba para proferir uma palestra sobre inovação e investimento como instrumentos da competitividade. Para ele, o atendimento às pequenas empresas é a agenda mais desa-fiadora. Requer um processo de mudança de mentalidade, mudança cultural, autoqualificação começando pelo empresário, salientou. No ano passado, o BNDES financiou R$ 143 bilhões. De acordo com Coutinho, cerca de 27% foram destinados a micro e pequenas empresas. No caso do Paraná, dos R$ 11 bilhões desembolsados, R$ 2,7 bilhões foram para esse setor, um volume 108% superior ao que foi financiado em 2009 para as pequenas paranaenses.
O presidente do banco de fomento disse que o aumento tem sido possível graças ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que foi prorrogado até o fim do ano e apoia a comercialização de máquinas e equipamentos com juros competitivos; e ao Cartão BNDES, que apoia a compra de serviços de capacitação tecnológica. Coutinho destacou que a intenção é reduzir ainda mais o custo e ampliar o acesso ao crédito para as pequenas empresas por meio do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que já reúne vários grandes bancos. A combinação desses fatores nos indica uma perspectiva favorável para esse processo de mobilização da pequena empresa para investir e inovar, disse.
Ao se referir à inovação, o presidente do BNDES ressaltou a necessidade de a iniciativa privada se colocar como protagonista. Segundo ele, no ano passado os financiamentos em inovação foram de R$ 1,4 bilhão. Foi pouco relativamente, salientou. O que falta é a estruturação consistente de demanda privada de um lado e, de outro, mais compreensão, mais agilidade de nossa parte para atender essa demanda. Ele disse que, para este ano, o desejável é ultrapassar R$ 2 bilhões em financiamento. Espero que a gente consiga. Eu não tenho limite, afirmou.


