BNDES libera menos dinheiro
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segunda-feira, 13 de outubro de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Os desembolsos de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) caíram 24% nos nove primeiros meses do ano em relação a igual período do ano passado. O banco liberou R$ 1,997 bilhão em setembro, elevando o acumulado em nove meses ano para R$ 19,055 bilhões. Como o orçamento do banco prevê desembolsos de R$ 34,7 bilhões este ano, o banco ainda dispõe de R$ 15,6 bilhões para os próximos três meses, o que corresponde a uma média mensal superior a R$ 5 bilhões.
As aprovações de novas operações também estão em ritmo lento. De janeiro a setembro o banco aprovou operações no valor de R$ 19,593 bilhões, o que representa queda de 33% em relação a igual período de 2002. As ''consultas'' ao banco registraram queda de 17% no ano (R$ 26,447 bilhões até setembro) e os ''enquadramentos'' caíram 19% (R$ 21,301 bilhões).
Pelos dados do banco estatal de fomento divulgados ontem, o BNDES está liberando mais recursos para as empresas de menor porte. Nos primeiro nove meses do ano os repasses para as micro e pequenas empresas somaram R$ 5,1 bilhões no acumulado do ano, com aumento de 35% em relação aos nove meses do ano passado. Com isso a participação desse segmento atingiu 27% no volume total de repasses. Os empréstimos para empresas de médio porte cresceram 6%, totalizando R$ 1,657 bilhão, com o segmento participando com 9% do total. As grandes empresas continuam com a ''parte do leão'' dos recursos do banco, com participação de 64%, apesar da queda de 37% em relação a janeiro/setembro de 2002. Ao todo, as grandes empresas receberam R$ 12,2 bilhões dos cofres do banco estatal este ano.
Apesar de a atual diretoria do banco estatal criticar abertamente os bancos que atuam como agentes financeiros, houve aumento de operações através desses bancos no mês passado. Dos desembolsos totais de R$ 1,92 bilhão em setembro, R$ 1,313 bilhão foram através de agentes financeiros, o que correspondeu a 68% do total. O grupo Bradesco manteve a liderança no repasses de recursos do BNDES, seguido pelo Unibanco e Banco do Brasil.
Os setores mais beneficiados pelos desembolsos do BNDES foram energia elétrica, que recebeu R$ 3,255 bilhões nos primeiros nove meses do ano; transporte aéreo com R$ 2,469 bilhões e infra-estrutura, R$ 1,939 bilhão. Os três setores somados responderam por 40% das liberações de recursos do banco até setembro.


