RIO - O comitê de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acolheu o pedido de crédito de um empréstimo de US$ 1 bilhão para a Embraer financiar a exportação de 40 jatos EMB 145 para os Estados Unidos. O cliente da Embraer nos EUA é a American Eagle, uma subsidiária de operações regionais da American Airlines.
Com essa operação, o BNDES está, pela primeira vez, dando financiamento a um importador de produto brasileiro. A informação divulgada ontem acabou provocando uma alta de 20,5% nas ações ordinárias da Embraer, que chegaram a R$ 4,10.
O crédito já foi aprovado, mas a liberação dos recursos está condicionada ao fechamento do acordo entre as duas empresas para importações de aviões da Embraer. ‘‘A aprovação foi importante porque, com o contrato fechado, o financiamento sairá rapidamente’’, disse um executivo do BNDES. ‘‘Mas o dinheiro ainda não está disponível para a empresa.’’ Trata-se do maior financiamento do banco, feito através da Finamex (linha disponível para comércio exterior) até o momento.
O financiamento, nos moldes em que está sendo desenvolvido, será o primeiro realizado pelo banco diretamente para o comprador. Ou seja, o empréstimo deverá ser destinado à importadora dos aviões, a American Eagle, ou realizado por intermédio de um banco no exterior. Essa modalidade faz parte do modelo de crédito do Finamex.
A linha de comércio exterior do BNDES foi criada para financiar embarques de mercadorias ou a fabricação dos produtos exportados. Há ainda a modalidade pós-embarque, que também contempla o financiamneto ao importador.

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