BNDES fechará contrato de US$ 3 bilhões com BID
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de setembro de 2005
Paula Puliti<br>Agência Estado 
São Paulo - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, informou ontem que até o fim do mês a instituição assinará um contrato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a captar US$ 3 bilhões, que serão usados nas linhas de financiamento do BNDES.
Segundo o presidente, boa parte desses recursos será utilizada para programas de pequenas e médias empresas, mas uma parcela também poderá ser utilizada como funding, principalmente, para a nova linha do BNDES, criada há um mês, de apoio a internacionalização de empresa brasileiras.
Mantega afirmou que o BNDES negocia a obtenção de linhas junto ao Banco de Cooperação Internacional do Japão (JBIC) e ao Banco da Noruega. ''Não faltam recursos no exterior para o BNDES. É só querer, que captamos'', ressaltou o ex-ministro do Planejamento, ao explicar que não faltaram recursos para o apoio à internacionalização de empresas. A nova linha não tem um montante definido, segundo Mantega. ''Havendo demanda, captaremos ainda mais, para ficarmos casados em termos de fontes de recursos.''
O presidente do BNDES preferiu não revelar quais projetos de internacionalização estão em estudo. Até agora, apenas um apoio foi realizado, no valor de US$ 70 milhões, para a Friboi, que se associou a uma empresa argentina com tecnologia não utilizada no Brasil e também abriu, por conta da parceira, pontos-de-venda nos Estados Unidos.
Em seguida, Mantega admitiu que ''ainda não entraram projetos''. ''Mas estou certo de que haverá uma grande procura, porque, com a globalização, as empresas brasileiras terão de combinar suas atuações no Brasil e no exterior'', observou.
Um dos objetivos da internacionalização das empresas brasileiras é superar as barreiras comerciais que impedem a entrada de produtos nacionais no exterior. O caso mais clássico desta estratégia é a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que adquiriu empresas nos Estados Unidos para superar as medidas protecionistas do governo George W. Bush contra a importação norte-americana de aço.
Levantamento - Um levantamento do Banco Mundial divulgado segunda-feira, revela que o Brasil é um dos países com mais barreiras para se fazer negócios e e um dos mair burocráticos do mundo na hora de abrir uma empresa. No Iraque e Etiópia, por exemplo, gasta-se menos tempo para concluir todos os procedimentos necessários para o início de um negócio ou registro de uma companhia.


