O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem, durante a apresentação das linhas gerais do plano estratégico do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o período 2000-2005, que a prioridade do banco é ‘‘espichar’’ o ‘‘S’’ de social. FHC disse também que não há mais espaço no Brasil para o aumento de impostos.
‘‘O S do BNDES vai ser um S com a perna cada vez mais espichada’’, disse o presidente, ao realçar que entre as sete prioridades do banco estatal para o próximo quinquênio a social ‘‘é a mais importante para a modernização progressista’’ do País. Segundo FHC, o banco já tem iniciativas importantes nessa área, mas elas ‘‘precisam ser generalizadas’’.
Ao destacar a privatização como outra das prioridades do banco, o presidente disse que não há espaço no Brasil para tributar mais a população. FHC fez um discurso de meia hora, na sede do BNDES, para apresentar as linhas gerais do plano estratégico do banco.
Em tom otimista, afirmou que ‘‘há uma conjuntura favorável’’ ao crescimento e ao que ele chamou de ‘‘modernização progressista’’ do País. Além dos já citados desenvolvimento social e privatização, ele relacionou outras cinco prioridades para o BNDES, todas, como as anteriores, já ressaltadas pelo banco como seus alvos principais: a modernização dos setores produtivos, a melhoria da infra-estrutura do País, o financiamento às exportações, o apoio às microempresas e a redução das desigualdades regionais. Hoje o presidente do BNDES, Francisco Gros, apresentará o detalhamento do plano estratégico do BNDES.

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