BNDES e BID liberam US$ 1,8 bi para micros e pequenas empresas
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quinta-feira, 09 de maio de 2002
Agência Estado 
Brasília - Micro, pequenas e médias empresas terão à disposição uma oferta de US$ 1,8 bilhão para empréstimos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O contrato foi assinado ontem pelos presidentes do BNDES, Eleazar de Carvalho Filho, e do BID, Enrique Iglesias. O contrato é para um empréstimo de US$ 900 milhões do BID para o BNDES, que se somarão a quantia equivalente que será aportada pelo banco brasileiro. O objetivo do programa é melhorar a competitividade desses segmentos de empresas.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, disse que os entendimentos entre as duas instituições deve ter impacto inclusive nas negociações multilaterais que estão sendo realizadas entre blocos de países. Os bancos poderão financiar estudos para avaliar o impacto que eventuais acordos terão sobre os países envolvidos.
A expectativa de Eleazar de Carvalho é de que 35 mil empresas sejam beneficiadas pelos empréstimos, no prazo de 20 anos que durará a operação. O BNDES pagará juro de 6,1%. Os recursos serão repassados por cerca de 180 agentes financeiros conveniados com o BNDES. O programa sucederá duas outras linhas de financiamentos no mesmo molde, contratadas em 1999 e já encerradas, com valor de US$ 2,3 bilhões e que beneficiaram 40 mil empresas. As operações de agora serão de longo prazo.
O BID deverá liberar na segunda-feira cerca de US$ 700 milhões para o governo argentino financiar programas sociais emergenciais, principalmente na área de saúde e nutrição. A informação foi dada pelo presidente do BID. Os recursos estão sendo remanejados de programas que já haviam sido aprovados, mas que tinham perfil de prazo mais longos. Outras formas de apoio do BID dependerão do acordo que a Argentina está negociando com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Por isso é urgente um acordo com o FMI, disse Iglesias, que prevê a conclusão das negociações para breve. Ele informou ainda que na segunda-feira ele o ministro Sérgio Amaral estiveram em Washington discutindo as mudanças no Convênio de Crédito Recíproco (CCR) para apoiar o comércio entre Brasil e Argentina.


