BNDES deverá ser gestor da privatização da Copel
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terça-feira, 17 de novembro de 1998
Carmem Murara 
O governador Jaime Lerner baterá o martelo nos próximos dias para definir o nome da instituição financeira que vai atuar como gestora do processo de remodelação da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para a privatização. A instituição deverá ser o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por intermédio do BNDESPar - ramal do banco que atua no processo de privatização de empresas estatais. A pré-confirmação do BNDES foi feita pelo secretário da Fazenda, Giovani Gionédis.
Além do BNDES, outras instituições financeiras figuram na lista que seria encaminhada ao governador, entre elas: Merryl Lynch, Citibank, Salomon Brothers e Deutsch Bank. Assim que houver a divulgação do gestor da Copel, o processo de remodelagem da companhia terá de ser concluído no prazo de um ano.
O gestor financeiro da remodelagem terá de indicar num prazo de três meses quem irá assumir a função de consultor financeiro. Começa, então, o período para se levantar a situação financeira da Copel e para se avaliar quanto a companhia vale para a privatização. Será definido ainda o que vai ser vendido à iniciativa privada e quem pode comprar as ações que pertencem ao governo do Estado.
O presidente da Copel, Ingo Hubert, informou que o processo de remodelagem e venda da companhia é demorado pelo fato de a Copel ser a única empresa de energia com ações na Bolsa de Nova York. Por causa disso nós ficamos sujeitos à legislação norte-americana de mercado de capitais, afirmou Hubert. O presidente da companhia estima que a abertura da licitação para a privatização da Copel se dará em meados do ano 2000.


