BNDES concluiu troca de títulos
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quarta-feira, 04 de abril de 2001
Agência Estado Do Rio de Janeiro 
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem que concluiu a troca de seus títulos emitidos no valor de 200 milhões de euros por operações de derivativos cambiais realizadas em quatro parcelas de 50 milhões de euros. Das quatro operações, realizadas na semana passada, duas foram feitas com o Citibank, nos dias 26 e 27 de março, e duas com o BNP Paribas, nos dias 28 e 29 de março.
A taxa de juros, que era de 9,5% ao ano pelos títulos em euro emitidos em setembro de 1999 com vencimento em setembro de 2002, baixou para a média de 8,67% ao ano das quatro operações. A economia com despesas de juros, segundo o banco, será de US$ 2,7 milhões por ano.
As opções cambiais têm baixa probabilidade de serem exercidas contra o banco antes de setembro de 2002, de acordo com o BNDES, o que manteria o prazo original dos títulos em euro. Segundo a instituição, o saldo devedor em dólares do valor originalmente recebido pelo BNDES, de 200 milhões de euros, foi reduzido em US$ 29,28 milhões, o equivalente a 14,11%, por conta da desvalorização do euro frente ao dólar no período.
Em setembro de 1999, um euro valia US$ 1,17 e na semana passada, apenas US$ 0,89. O BNDES considera que o euro tem um grande potencial de valorização e isto pesou para que a troca por dívida em dólar fosse feita neste momento. já que, se de fato o euro subir, essa parcela da dívida não subirá também.
Além da economia proporcionada, a troca do perfil da dívida também teve outros dois objetivos. Um foi o de baixar o valor dos encargos da linha de crédito do BNDES vinculada à variação de sua dívida externa, o que deve ocorrer com redução de 0,05% ao ano na taxa de juros cobradas pelo BNDES nos financiamentos baseados em sua cesta de moedas internacionais. Outro objetivo foi o de aumentar a participação do dólar na cesta de moedas do banco.
As operações permitiram o aumento do peso do dólar de 72,9% para 75,5% no total da cesta de moedas do BNDES. Já a participação das moedas européias caiu de 11,2% para 8,6% e a parcela em ienes foi mantida em 15,9% do total.
De acordo com o banco, a combinação do ganho cambial com a queda de taxa de juros faz com que o custo da nova dívida em dólares sobre os 200 milhões de euros recebidos em 1999 seja de apenas 0,405% ao ano, sem o exercício das opções contra o banco. Caso as opções sejam exercidas, esse custo, diz o BNDES, sobe para 2,87% ao ano.


