Edson MazzettoPersistênciaAvicultores foram pressionar banco no RioAvicultores do Oeste e Sudoeste do Paraná que se instalaram na tarde de ontem na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, disseram que estão dispostos a sair apenas quando a instituição viabilizar a reativação de unidades do grupo Chapecó, do qual o banco detém o controle. Um frigorífico está paralisado em Cascavel, outro em Amparo (SP); o de Xaxim (SC) faz pagamentos atrasados e o de Chapecó (SC), onde o grupo tem sede, reduziu o abate em 50%.
Estão na sede do BNDES 142 produtores, liderados pela Associação dos Avicultores. Eles saíram de Cascavel terça-feira. Na entrada do Rio de Janeiro os três ônibus foram barrados pela Polícia Rodoviária e seus ocupantes revistados. José Lino Bergamin, líder do grupo, disse não saber quem determinou a medida. ‘‘Não entendemos o motivo destas medidas e a origem da determinação’’, disse. O incidente ‘‘foi superado’’. A crise da Chapecó se arrasta há três anos, e hoje suas dívidas chegam a R$ 300 milhões, o dobro do valor do patrimônio.
O BNDES, que aceitou emprestar R$ 45 milhões ao grupo, acabou promovendo uma ‘‘intervenção branca’’ ao assumir seu controle em 96, quando o presidente do banco, Luiz Carlos Mendonça de Barros, assumiu a presidência do Conselho de Administração do grupo. A tentativa de salvar a empresa envolveu também o Banco do Brasil, credor da mesma quantia, e o Banco Bozzano Simonsen, que injetou R$ 20 milhões.

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