Rio - A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu terça-feira o seu aval para que a Chapecó Indústria e Alimentos seja arrendada pela Coinbra, empresa do grupo francês Dreyfuss, maior produtor de aves da Europa.
O BNDES possui 29,65% do capital da Chapecó e é também o principal credor da empresa, controlada pelo grupo Macri, da Argentina (65% do capital). A dívida da Chapecó é de aproximadamente US$ 180 milhões.
Alex Fontana, presidente da empresa, disse que a crise da Chapecó é reflexo da crise econômica da Argentina sobre o grupo Macri. A empresa, que tem unidades industriais em Chapecó, Xaxim (SC), Santa Rosa (RS) e Cascavel (PR), suspendeu o pagamento da sua dívida financeira em ''meados'' do ano passado, de acordo com Fontana.
As unidades de Cascavel e de Santa Rosa estão paradas há cerca de um mês. Segundo o prefeito de Chapecó, Pedro Uczai (PT), a empresa tem cerca de 1.600 fornecedores integrados de frangos e sua área de influência inclui 88 municípios. A solução do problema social gerado pela crise do frigorífico foi a principal justificativa do BNDES para dar aval ao arrendamento.
O banco estatal, que já havia ajudado a tirar a Chapecó da crise em 1998, quando ela foi comprada pelo grupo Macri, condicionou seu apoio ao arrendamento à continuidade de negociações para que o grupo Dreyfuss exerça a opção de compra da empresa incluída no negócio.
O banco também exigiu que o contrato de arrendamento lhe seja apresentado no prazo de 120 dias e que a Chapecó também lhe apresente uma proposta de destinação dos recursos oriundos do arrendamento.

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