O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem uma ampla desregulamentação em suas normas para reduzir o custo do seus financiamentos. A sua taxa final (spread básico mais spread de risco), que antes variava de 3,5% a 6% ao ano, caiu para 1% a 1,5% ao ano.
O spread básico passou a ser de 2,5% ao ano para as operações em geral, e de 1% para as que o BNDES quer estimular. Neste último caso enquadram-se microempresas e empresas de pequeno porte, empreendimentos de cunho social, de controle ambiental e de desenvolvimento tecnológico, projetos de concorrência internacional e desenvolvimento regional. O spread máximo de risco também foi reduzido de 3% para 2,5% ao ano e poderá cair mais ainda para empresas cujas operações diretas com o BNDES incluem investimentos em melhoria na qualidade de emprego.
De acordo com o ministro do Planejamento, Antonio Kandir, agora cada caso será um caso. Ele destacou a simplificação das operações, maior agilidade na tramitação dos créditos, aperfeiçoamento do processo decisório e regras mais flexíveis para montagem e análise de operações.
Uma das alterações mais importantes diz respeito ao Finame, que agora passará a financiar até 100% do valor do bem a ser adquirido (antes havia um limite de 70% de participação do Finame).
Exportações Foi criada uma nova modalidade de apoio às exportações, que é o pré-embarque especial: é o financiamento de até 100% do valor do incremento e previsto para as exportações da empresa nos 12 meses seguintes ao pedido de financiamento.

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