BRASÍLIA - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luís Carlos Mendonça de Barros, acusou ontem os partidos de oposição, principalmente o PT, de estarem adotando a ‘‘política fascista dos anos 30’’, que inspirou o nacionalismo nazista de Hitler, na campanha contra a privatização da Vale do Rio Doce.
Mendoça de Barros identificou na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) o centro formulador de todas as ações que tinham por objetivo impedir a realização do leilão. Segundo Barros, o governo não estava preparado para enfrentar as ‘‘chicanas’’ formuladas pela entidade.
Ao falar da participação da Ordem dos Advogados do Brasil no caso, Luís Carlos Mendonça de Barros observou que o texto das ações judiciais impetradas pela oposição era ‘‘sempre o mesmo, no Acre, no Ceará, no Rio, em todos os tribunais’’.
Numa avaliação durante almoço com jornalistas, o ministro do Planejamento, Antônio Kandir, e Luís Carlos Mendonça de Barros admitiram que o governo pagou um preço alto pela privatização e que a oposição mostrou-se mais competente na comunicação com a sociedade. O grande desafio agora, que representa a etapa política da venda da estatal, é reverter o desgaste em torno do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Para Kandir, ao governo não importa apenas derrubar as ações ainda pendentes na Justiça. ‘‘É preciso vencer bem’’, disse, com argumentos bem fundamentados e num nível que não coloquem em dúvida a lisura do processo de privatização. Em outras palavras, que desmoralizem de tal forma as ações contrárias à venda da estatal, até serem reduzidas a meros discursos oposicionistas. ‘‘Vamos ganhar de forma convicente’’, disse. ‘‘Vamos enviar memoriais completos aos tribunais, vamos tirar todas as dúvidas.’’

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