BNDES abre crédito para o turismo
Carmem Murara
De Curitiba
José SuassunaDINHEIRO SOBRANDOO ministro Rafael Greca: R$ 500 milhões estão disponíveis, mas só R$ 1 milhão foi contratado
O ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca, anunciou ontem durante a abertura da 27ª feira da Associação Nacional das Agências de Viagem (Abav) a abertura de uma nova linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltada ao turismo. A intenção é financiar quantias menores de dinheiro para empreendedores em todo o País. O piso mínimo para tomar o empréstimo caiu de R$ 7 milhões para R$ 3 milhões nas regiões Sul e Sudeste e para R$ 1 milhão no Norte, Nordeste e Centro Oeste. Os recursos já estão à disposição nas agências bancárias credenciadas.
Greca disse aos agentes de viagens e empresários do setor que há um dinheiro específico para os empréstimos, mas que a procura tem sido baixa. Segundo ele, há uma carteira de R$ 500 milhões, mas somente R$ 1 milhão já foi contratado. Os empreendedores têm receio de assumir os financiamentos ou de não conseguir o aval necessário para a aprovação dos projetos.
O Ministério quer estimular o financiamento aos pequenos e médios empreendimentos, dando prioridade aos que vierem a se instalar fora da faixa litorânea do País. Temos que estimular a criação de roteiros turísticos no interior do País. Por que não podemos ter o nosso Caminho de Compostela em Minas Gerais, aproveitando as cidades históricas?, perguntou Greca, ao fazer uma alusão à mais nova sensação do turismo internacional, feito em Portugal.
Além das linhas de crédito do BNDES, há ainda outras formas de se conseguir recursos a juros mais baixos que o mercado financeiro. Entre eles, a linha do Banco do Brasil. O banco financia projetos a partir de R$ 10 mil até R$ 200 mil. Há também os recuros do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Sebrae, que hoje capacitam cerca de 180 mil pessoas para o turismo em 1.680 municípios.
Outra injeção de dinheiro que o setor do turismo tem recebido no País vem do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que financia o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). O primeiro Prodetur foi aprovado para o Nordeste e já está em fase de conclusão. O segundo projeto é para financiar obras de infra-estrutura e recuperação para a Região Sul do País mais o Mato Grosso do Sul. O Ministério estima que teriam de ser R$ 465 milhões para os quatro Estados, sendo R$ 145 milhões para o Paraná.
O Prodetur da região Sul ainda está em fase de negociação. A primeira missão do BID deve chegar ao País no final deste mês para analisar a proposta. A previsão é que haja uma aprovação ou recusa do projeto em um ano.





