Parceria oficializadaRichard Schawm (da Chrysler), Henrich Heitmann (da BMW), Lerner e Newton Puppi, prefeito de Campo LargoConsiderada uma das primeiras joint ventures no setor automobilístico no mundo, a união entre BMW e Chrysler para a fabricação de motores foi uma forma que as duas empresas encontraram para reduzir custos. Se cada uma delas tivesse que construir a sua própria fábrica de motores no Brasil teria que investir 32% a mais. A união dos dois grupos resultou na fábrica Tritec, oficializada ontem em Curitiba. A empresa será construída em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), num terreno próximo à fábrica de carros da Chrysler.
O anúncio oficial da união entre BMW e Chrysler contou com as presenças dos principais executivos mundiais das duas montadoras. Eles se reuniram com o governador Jaime Lerner, no Palácio Iguaçu, onde foi detalhada a maneira como Tritec vai atuar. O presidente mundial da BMW, Henrich Heitmann, e o vice-presidente da Chrysler, Richard Schawm, comunicaram que estão investindo juntos R$ 500 milhões. Cada empresa entra com a metade do investimento.
A produção inicial da Tritec será de 20 mil motores, para uma capacidade total de produção de 400 mil unidades ao ano. Segundo o presidente da BMW no Brasil, Axel Mess, metade da produção se destina ao carro modelo ‘‘Mini’’, que é fabricado pela Rover (empresa do grupo BNW), na Inglaterra. Os motores para a Chrysler são para os modelos Neon, produzidos nos Estados Unidos.
O presidente da Chrysler do Brasil, Dennis Kelly, disse que toda a produção da Tritec se destina à exportação. Ele afirmou ainda que a união só foi possível porque as duas empresas não concorrem diretamente. ‘‘Por enquanto, os motores são diferentes para um público diferente, mas podemos competir no futuro’’.

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