São Paulo - A Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) realizou ontem o primeiro pregão viva-voz de dólar pronto. A moeda fechou o dia valendo R$ 2,2270, com 235 operações e volume negociado de US$ 358 milhões. Trata-se de um sistema de negociações com dólar à vista em que corretoras e bancos participam de uma roda de negociação. O primeiro pregão foi festejado com uma chuva de papel.
Nesse sistema, os interessados em comprar e vender dólar - muitos deles importadores e exportadores - apresentam as propostas a uma corretora ou banco, que enviará uma ordem a seu operador no pregão da BM&F para que o pedido do cliente seja ofertado.
Até agora, as operações com dólar à vista funcionavam só no mercado interbancário de câmbio. Nele, as operações são feitas entre bancos e corretoras autorizadas pelo Banco Central (BC), sem intermediações.
A criação da roda de dólar pronto traz vantagens para o mercado cambial, segundo a BM&F, como a aplicação dos mecanismos de fiscalização, monitoração e controle de pregões.
O diretor de Política Monetária do BC, Rodrigo Azevedo, acredita que o volume diário de negócios com o dólar à vista deve dobrar rapidamente. Atualmente, esse mercado gira US$ 1,5 bilhão por dia. A aposta no crescimento decorre das vantagens da negociação do pronto em relação ao mercado de balcão.
Segundo ele, a roda trará maior transparência no conhecimento do valor do pronto, tanto no mercado primário como no secundário. Ele também acredita que haverá melhora na formação de preços e redução do custo de negociação.
O presidente da BM&F, Manuel Cintra Neto, prevê a criação das rodas de euro e iene ainda neste primeiro semestre. Segundo ele, assim que os negócios da roda de câmbio pronto estiverem consolidados, a BM&F ''imediatamente'' lançará as novas rodas. Embora elas ainda não tenham recebido a aprovação final do Banco Central, ''os entendimentos estão muito avançados''.

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