São Paulo - Segundo o presidente da Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F), Manoel Felix Cintra Neto, há previsão de que até o final deste mês a instituição já terá definido como vai funcionar a ''clearing'' (câmara de liquidação e custódia) de ativos (títulos públicos e de papéis de bancos), adquirida há três meses da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), no pacote que incluiu a aquisição do Sisbex (mercado eletrônico de títulos públicos e câmbio) da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
No comando das definições técnicas sobre o funcionamento da ''clearing'' de ativos, está Luís Gustavo da Matta Machado, que era funcionário de carreira do Banco Central (BC) e chefiou o Departamento de Operações Bancárias (Deban).
As definições técnicas sobre a ''clearing'' de ativos incluem uma série de pendências, como a sua estrutura jurídica, os procedimentos administrativos, o gerenciamento de risco e questões relacionadas à governança e ao uso do software e hardware pelas instituições.
Após decidir sobre esses pontos, a BM&F terá de convocar o seu conselho para examinar as definições e deliberar sobre a o início do funcionamento pleno da ''clearing''.
Questionado sobre o futuro do Sisbex, que há quase dois meses não negocia um título público, Cintra Neto diz que realmente a BM&F esperava mais desse sistema. No entanto, ele prevê uma reativação dos negócios com títulos públicos no Sisbex com a entrada em funcionamento da ''clearing'' de ativos.

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