Curitiba A Bolsa Mercantil e de Futuros (BM&F) prorrogou para meados de setembro o lançamento do Contrato Futuro de Soja em Grão a Granel, que seria realizado hoje, em São Paulo. O retorno da BM&F com a negociação da soja brasileira vem provocando expectativa no Porto de Paranaguá, local escolhido para entrega física do produto.
Com isso, toda soja negociada na BM&F terá que ser entregue no porto paranaense. Na próxima semana, técnicos da Bolsa Mercantil e Futuros fazem uma visita oficial ao Porto de Paranaguá, para se certificarem das instalações disponíveis.
Para enfrentar o aumento da demanda de soja em Paranaguá, a Companhia Brasileira de Logística (CBL) investiu R$ 6 milhões na ampliação das suas instalações e na construção de quatro novos silos, com capacidade para cada um armazenar cinco mil toneladas de grãos. Os armazéns do CBL são os únicos já credenciados para operar com a BM&F.
De acordo com o gerente da CBL, Washington Viana, o Porto de Paranaguá foi escolhido como base de entrega porque já se destaca como o maior exportador de soja do País. O mercado de soja de Paranaguá é parâmetro até nos mercados europeus e asiáticos, importantes centros de demanda da soja brasileira.
A vantagem da operação é a facilidade na comercialização. Corretores e empresas brasileiras não precisam mais recorrer à Bolsa de Chicago para negociar a soja. Após vendido na BM&F, o produto físico deve ser entregue no armazém credenciado. Depois de preenchido o aviso de entrega, o pagamento é feito pela Bolsa.

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