Stephen Shaver/AFPUrgênciaJames Wolfensohn, presidente do Banco Mundial: ‘‘Como líderes de todo o mundo, temos que agir agora’’O presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, exortou ontem a comunidade internacional a agir imediatamente para diminuir a pobreza. ‘‘Não esperemos mais, vamos fiscalizar este tema agora, porque esperar não adianta nada’’, disse Wolfensohn em um discurso na sessão de encerramento da assembléia anual do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Retomando o mesmo tema que havia colocado sobre a mesa na abertura da assembléia, Wolfensohn revelou que no Banco Mundial predomina ‘‘um verdadeiro sentimento de urgência’’ sobre a necessidade de realizar ações profundas para aliviar a miséria e reduzir a desigualdade entre ricos e pobres.
Dirigindo-se novamente aos ministros das Finanças, presidentes de bancos centrais e outros altos funcionários dos 181 países membros, declarou: ‘‘Como líderes de todos os setores do mundo, temos de agir agora mesmo’’. Na sessão inaugural, Wolfensohn havia advertido para o fato de que a crescente brecha entre ricos e pobres é ‘‘uma bomba-relógio’’ que ‘‘pode explodir no rosto de nossos filhos’’. Acrescentou que os privilegiados podem tentar se isolar, mas isto seria como condenarem-se e a seus descendentes a viver ‘‘isolados, armados e assustados’’.
O Banco Mundial fez da diminuição da pobreza ‘‘sua primeira prioridade’’ e neste contexto está enfatizando programas dirigidos às ‘‘pessoas’’, como educação e saúde, com uma perspectiva de médio e longo prazos, ressaltou.
Em entrevista à imprensa, antes do encerramento, Wolfensohn estimou que a assembléia anual foi ‘‘um êxito considerável’’ e serviu de vitrine ‘‘ao progresso econômico da Ásia’’. ‘‘Creio que conseguimos colocar sobre a mesa os temas que nos preocupavam’’, expressou, mencionando novamente a questão da pobreza e a necessidade de incluir os pobres no processo do desenvolvimento econômico.
As reuniões serviram também para ‘‘apreciar a realidade’’ das recentes turbulências monetárias ocorridas nesta região e que provocaram fortes desvalorizações na Tailândia, na Malásia e nas Filipinas. A crise financeira do Sudeste asiático ‘‘lembrou a todos nós que existem alguns problemas que aparecem de vez em quando no caminho do crescimento e temos de estar preparados para lidar com eles’’, disse Wolfensohn.

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