BM quer ação contra a pobreza
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quinta-feira, 25 de setembro de 1997
France Presse Hong Kong 
Stephen Shaver/AFPUrgênciaJames Wolfensohn, presidente do Banco Mundial: Como líderes de todo o mundo, temos que agir agoraO presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, exortou ontem a comunidade internacional a agir imediatamente para diminuir a pobreza. Não esperemos mais, vamos fiscalizar este tema agora, porque esperar não adianta nada, disse Wolfensohn em um discurso na sessão de encerramento da assembléia anual do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Retomando o mesmo tema que havia colocado sobre a mesa na abertura da assembléia, Wolfensohn revelou que no Banco Mundial predomina um verdadeiro sentimento de urgência sobre a necessidade de realizar ações profundas para aliviar a miséria e reduzir a desigualdade entre ricos e pobres.
Dirigindo-se novamente aos ministros das Finanças, presidentes de bancos centrais e outros altos funcionários dos 181 países membros, declarou: Como líderes de todos os setores do mundo, temos de agir agora mesmo. Na sessão inaugural, Wolfensohn havia advertido para o fato de que a crescente brecha entre ricos e pobres é uma bomba-relógio que pode explodir no rosto de nossos filhos. Acrescentou que os privilegiados podem tentar se isolar, mas isto seria como condenarem-se e a seus descendentes a viver isolados, armados e assustados.
O Banco Mundial fez da diminuição da pobreza sua primeira prioridade e neste contexto está enfatizando programas dirigidos às pessoas, como educação e saúde, com uma perspectiva de médio e longo prazos, ressaltou.
Em entrevista à imprensa, antes do encerramento, Wolfensohn estimou que a assembléia anual foi um êxito considerável e serviu de vitrine ao progresso econômico da Ásia. Creio que conseguimos colocar sobre a mesa os temas que nos preocupavam, expressou, mencionando novamente a questão da pobreza e a necessidade de incluir os pobres no processo do desenvolvimento econômico.
As reuniões serviram também para apreciar a realidade das recentes turbulências monetárias ocorridas nesta região e que provocaram fortes desvalorizações na Tailândia, na Malásia e nas Filipinas. A crise financeira do Sudeste asiático lembrou a todos nós que existem alguns problemas que aparecem de vez em quando no caminho do crescimento e temos de estar preparados para lidar com eles, disse Wolfensohn.


