Foz do Iguaçu – Cerca de 930 caminhões ficaram parados ontem em Foz do Iguaçu em virtude do bloqueio dos caminhoneiros na Estação Aduaneira do Interior (Eadi). O protesto foi uma resposta às paralisações dos fiscais da Receita Federal na unidade por onde passam cargas de exportação e importação da tríplice fronteira. O bloqueio foi suspenso à tarde.
A unidade amanheceu com seus portões fechados, conforme promessa dos caminhoneiros, que no dia anterior promoveram um princípio de tumulto. Pela manhã, houve novo empurra-empurra entre motoristas e funcionários da Eadi.
A situação foi normalizada com a chegada de uma equipe do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Militar. Mas a continuação da barreira deixou 590 caminhões parados no pátio e cerca de 340 na BR-277 (acesso à aduana), viaduto da Ponte da Amizade (Brasil/Paraguai) e em postos de combustíveis, formando uma fila de seis quilômetros.
As reclamações são contra os reflexos das paralisações iniciadas em abril (os fiscais querem reajuste salarial de 21%). Maior parte dos caminhoneiros paga R$ 19,00 pela estada. A perda mais significativa, entretanto, é com o atraso que impede o agenciamento de outros fretes.
Por volta das 16 horas, uma assembléia, intermediada pelo vereador Dilto Vitorassi (PT), suspendeu a barreira temporariamente, com a condição de liberação imediata dos veículos. Caso os servidores não agilazassem o trabalho, havia promessa de ‘‘prender’’ os fiscais no prédio administrativo.
Segundo Antônio Alberto Machado Conte, do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), ontem os fiscais iriam estender o serviço em duas horas. A medida deve ser repetida hoje.

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