Bloco deve aprovar maior liberalização
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terça-feira, 18 de julho de 2006
Folhapress 
O Mercosul aprova nesta semana uma maior liberalização do mercado de serviços intrabloco: empresas do setor dos países sócios, principalmente da Argentina, terão mais facilidades para atuar no mercado brasileiro. O texto com as novas regras para serviços na região será validado pelo Conselho do Mercado Comum do Mercosul (CMC), durante a cúpula semestral do bloco. A reunião começa hoje, em Córdoba, na Argentina.
Segundo o secretário de Relações Exteriores da chancelaria argentina, embaixador Alfredo Chiaradía, Brasil, Paraguai e Uruguai se comprometerão a ''aumentar as facilidades'' para a instalação de um conjunto de empresas do setor. Na Argentina, a liberalização, iniciada na década de 90, já existe.
Segundo Chiaradía, empresas baseadas nos países sócios terão maior liberdade para trabalhar nos mercados brasileiros de telecomunicações, serviços jurídicos, de recursos humanos, ligados a turismo (agências de viagens, operadores e guias), serviços esportivos e recreativos, transporte terrestres e por dutos.
Embora o setor financeiro não esteja na lista, o mercado brasileiro de serviços é cobiçado pelas empresas argentinas. É que, hoje, para se instalar no Brasil, elas precisam de um sócio local. No caso do Paraguai, haverá abertura para aluguel de aeronaves e automóveis e manutenção de veículos, fotografia, telefonia celular e turismo. No Uruguai, as empresas do bloco poderão oferecer serviços jurídicos, de contabilidade e auditoria, de arquitetura, fotografia e serviços editoriais.
A agenda propriamente econômica da cúpula do Mercosul é mirrada: além da mudança nos serviços, o bloco deve avançar na negociação para a abertura das chamadas compras governamentais - só para os sócios e circunscritas às compras dos governos centrais.


