Curitiba - Quatro postos de combustíveis foram fechados ontem, em Curitiba, durante blitz coordenada pela Promotoria de Investigação Criminal (PIC). A operação envolveu a Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Estadual e técnicos da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Num dos postos fechados foram descobertos 26 mil litros de gasolina e 7 mil litros de álcool sem nota fiscal. Em outro, a operação constatou que a gasolina comercializada tinha 77% de álcool, quando o limite permitido por lei é de 25%.
A análise preliminar do combustível foi feita durante a blitz, mas amostras do produto foram colhidas e serão submetidas hoje a análise definitiva, no laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O resultado deve ser conhecido em uma semana.
''Até a conclusão dos exames, os postos permanecem com as bombas lacradas'', informou o promotor Ramatis Fávero. Ele explicou que a meta era visitar dez postos de gasolina, mas até o fechamento dessa edição, apenas seis tinham sido fiscalizados. Quatro deles, foram fechados e duas pessoas foram presas. A previsão era terminar a blitz no final da tarde, mas o trabalho atrasou porque a operação só tinha disponível um equipamento para fazer os testes preliminares na gasolina.
Os postos visitados foram escolhidos aleatoriamente entre dezenas que estão investigados pela PIC, suspeitos de adulteração de combustível. Segundo Fávero, se for comprovado que os postos visitados adulteraram o combustível, o proprietário será indiciado por crime contra a ordem econômica, podendo pegar até 5 anos de reclusão além de ter que pagar multa. Ele informou ainda que, nesse caso, as pessoas que abasteceram nesses postos e ainda têm a nota fiscal comprovando, podem buscar ressarcimento caso tenham percebido danos no veículo.

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