A equipe de fiscalização do Procon-PR promoveu ontem uma blitz em farmácias de Curitiba para verificar denúncias de maquiagem em medicamentos. O coordenador estadual do Procon, Naim Akel, decidiu fiscalizar as farmácias depois que recebeu reclamações de consumidores sobre o peso e volume dos medicamentos, que teriam sido modificados.
A principal constatação foi a embalagem do medicamento Atroveran, contendo 20 ml de produto, quando o correto seria 30 ml. Foi emitido um auto de constatação para o laboratório DM Indústria Farmacêutica, fabricante do produto. Segundo o farmacêutico responsável, o laboratório alegou nova fórmula para a embalagem menor, mas não reduziu o preço em relação à embalagem tradicional. O laboratório vai apresentar sua defesa e se não for convincente poderá ser multado entre 200 a 3 milhões de Ufirs, informou Akel.
Ele verificou ainda o peso da embalagem do medicamento Quadriderm, que se apresenta em forma de pomada e creme. O medicamente fabricado pelo laboratório Schering-Plough se apresenta em embalagens de 20 gramas, quando a denúncia informa que a embalagem anterior era de 30 gramas. A mesma verificação foi feita com o medicamento Dinaton, fabricado pelo laboratório Asta Médica. O medicamento está sendo vendido em embalagens com 20 drágeas e, conforme denúncia recebida pelo Procon, as embalagens anteriores continham 60 drágeas. O preço se manteve.
O Procon encaminhou notificação aos laboratórios responsáveis para que apresentem as informações solicitadas a respeito dos medicamentos no prazo de cinco dias. Com a blitz nas farmácias, Akel está ampliando a fiscalização sobre maquiagem de produtos, em que o peso dos produtos é reduzido, sem a correspondência nos preços. Esta semana, Akel já percorreu os supermercados notificando-os de que devem apresentar painéis com a relação dos produtos maquiados.
Para solucionar o problema, defende a padronização das embalagens. Para ele, esta é a única forma de o governo federal agir com firmeza contra os fabricantes que estão agindo com ''desrespeito ao consumidor''. Ele citou o biscoito como exemplo de padronização. Antes, o peso mínimo das embalagens era 200 gramas. Agora cada fabricante apresenta seu produto com peso diferente, que varia de 160 gramas até 135 gramas. Apesar da redução de peso, a apresentação da embalagem é a mesma da época em que o peso era de 200 gramas, prática que confunde o consumidor, argumentou Akel. (Vânia Casado, de Curitiba)

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